Depois de ter sido rebaixado em 2010, Rubro-Negro consegue acesso para a Série A no segundo ano na Segunda Divisão.
Dois mil e dez tinha tudo para ser um ano de consagração para o Vitória. Pela segunda vez na história, o Rubro-Negro estava em uma final de campeonato nacional. Com uma boa campanha na Copa do Brasil, o time baiano chegou à decisão, mas teve pela frente o Santos de Neymar, Ganso e Robinho. O sonho do título nacional ficou pelo caminho, mas foi o ápice de um ano que terminou com lamentação. Depois de três anos na Primeira Divisão, o Leão voltou a ser rebaixado para a Série B.A queda veio acompanhada de muita gozação. Dias antes de o rebaixamento ser confirmado, o rival Bahia garantira o retorno à Primeira Divisão após sete anos. Nas ruas de Salvador, o que se ouvia era o grito de “Uh elevador! Uh elevador! Desce rubro-negro e sobe tricolor!”. Sem deixar a moral baixar, o vice-presidente do clube, Carlos Falcão, foi às rádios e rebateu os gritos do lado azul, vermelho e branco da cidade:
- Não vamos subir de elevador, porque demora sete anos. Vamos subir de avião – disse ele em tom de promessa e esperança, que logo foi estampada em camisas de marketing da equipe.
Do quase de 2011 para a missão cumprida em 2012
O Vitória iniciou a Série B deste ano com a triste lembrança do final da competição no ano passado. A equipe viu o acesso escapar dentro de casa. Na penúltima rodada da competição, sofreu uma virada para o São Caetano em casa e jogou o sonho por água abaixo. O planejamento de voltar a atuar entre os 20 principais clubes nacionais teria que ser adiado por mais um ano.
A decepção de ver a vaga escapulir depois de estar tão perto levou o clube a listar alguns dos erros cometidos na última temporada. Entre eles estavam a ciranda dos técnicos, o planejamento equivocado, o fator casa e a fonte de inspiração.
no início da Série B (Foto: Divulgação/EC Vitória)
No primeiro turno da Segunda Divisão, o nome do Vitória ficou na história. Nas primeiras 19 partidas, um Leão arrasador. Foram 14 triunfos, dois empates e teve apenas três derrotas, um aproveitamento de 77%. O Vitória marcou 35 gols e sofreu 17. Estabeleceu um novo recorde na primeira metade da Série B.
- Este ano começamos bem a Série B e fizemos até uma gordurinha no G-4, o que é muito importante para o restante da competição. No ano passado não tivemos bons resultados nos primeiros jogos, demos muita bobeira e só conseguimos acordar nas partidas finais, quando já era tarde – comentou o goleiro Douglas em agosto deste ano em uma comparação com a campanha de 2011.
Só que a mudança do turno gerou também uma mudança no comportamento da equipe. Queda de rendimento, crises internas e boatos sobre uma divergência entre a diretoria e o elenco em relação ao pagamento da premiação foram alguns dos problemas do Vitória na segunda metade da Série B.
Uelliton e Carpegiani se desentenderam algumas vezes, a diretoria não conseguiu controlar os ânimos e os antigos erros voltaram a acontecer. Se em 2011 a troca constante de técnicos foi uma das falhas, o mesmo se repetiu este ano.
Carpegiani saiu e Ricardo Silva foi promovido a treinador. A intenção era manter o antigo auxiliar na função até o final da Série B. No entanto, três jogos depois, nova mudança no comando técnico. Ricardo Silva e os preparadores físicos receberam férias forçadas. Paulo César Gusmão foi contratado com a missão de deixar os erros para trás e concluir o trabalho iniciado pelo xará, mesmo com o sorriso amarelo de quem poderia ter batido recorde atrás de recorde.
A missão não foi fácil. Triunfo na estreia sobre o América-MG e um alívio na tabela de classificação. Mas veio a rodada seguinte e um tropeço diante do Guaratinguetá, que lutava contra o rebaixamento. O Rubro-Negro caiu para a quarta colocação e viu o São Caetano se aproximar com apenas dois pontos a menos.
Não foi de elevador, como o rival, nem de avião, como planejado pelo vice-presidente. Também não aconteceu de maneira histórica, como desenhado no primeiro turno. Mas o acesso está confirmado e a faixa citada por Paulo César Carpegiani não terá ninguém para vesti-la no Pelourinho.

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